Associações defendem ampliação de pequenas hidrelétricas na matriz energética nacional

| Imagem: André Piccinini

Em um momento de baixas históricas nos volumes dos grandes reservatórios de água, associações do setor elétrico defenderam, nesta terça-feira, a ampliação de pequenas hidrelétricas como alternativa para garantir o suprimento de energia. Chamadas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), essas usinas têm tamanho e potência relativamente reduzidos e são instaladas próximas aos centro consumidores.

— Se o país não tem energia competitiva, a economia não progride. A gente tem que parar de pensar só em grandes. Precisamos parar de olhar só grande. Não vamos aumentar a eficiência na nossa economia se não privilegiamos os microempreendedores — disse o diretor-executivo da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas (Abrapch), Paulo Arbex.

As Pequenas Centrais Hidrelétricas são hoje responsáveis por cerca de 3,5% de toda a capacidade instalada de geração de energia do sistema interligado nacional. As associações defendem esse modelo e alegam que os riscos ambientais e os custos proporcionais das PCHs são menores que os das grandes hidrelétricas. Isso porque as pequenas usinas ficam próximas ao mercado consumidor — por isso não precisa construir grandes linhas de transmissão — e os reservatórios bem menores.

— Nós vivemos no setor de energia um momento único. O mundo precisa de energias renováveis — disse o presidente do conselho de administração da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Luiz Otávio Koblitz, durante 3º Seminário Nacional Energias Renováveis e o Futuro das PCHs e CGHs, na Câmara dos Deputados.

— Não existe PCH distante, todas são perto do mercado consumidor. Elas têm baixo riscos de atrasos de licenciamento e construção. São melhores em termos ambientais, porque é a que menos emite CO². A energia não é intermitente. E o bem é revertido para a União sem indenização e a indústria é 100% nacional — acrescentou Koblitz.

 

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Fonte: O GLOBO.