Leilão de reserva previsto para julho fica suspenso

O leilão de reserva previsto para julho que negociaria energia de usinas solares e de pequenas centrais hidrelétricas será adiado indefinidamente ou até mesmo cancelado, segundo disse nesta quinta-feira (30/6) o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho. De acordo com o ministro, a negociação será feita possivelmente em outubro, com uma oferta maior de energia, para que o governo possa dar um "freio de arrumação" no setor elétrico.

 

Neste caso, se houver um só leilão de reserva, na prática, o de julho estaria cancelado. No leilão de outubro a ideia inicial era a de negociar a energia de usinas eólicas e solares. Coelho Filho, que participou da abertura do Brasil Solar Power, contou que o governo ainda espera a nomeação de Luiz Augusto Barroso para a presidência da EPE, assim como a efetivação de Wilson Ferreira Jr para presidir a Eletrobras, e a indicação para as demais diretorias e subsidiárias, ainda em aberto, que por causa da sanção da Lei de Responsabilidade das Estatais, ainda não ocorreu.

 

A suspeita de que o leilão de reserva não aconteceria estava nos bastidores do setor há alguns dias, mas ganhou força ao não entrar na pauta de reunião da Aneel da última terça-feira (28/6), um mês antes da data prevista (29/7), o processo de aprovação do edital. 

 

O leilão de reserva é realizado para que o governo contrate energia diretamente dos geradores, como forma de gerar um estoque extra de energia, sem passar pelas distribuidoras. Como o governo pretende reavaliar o setor elétrico, solucionando problemas como o da sobrecontratação de energia, existe até a possibilidade do leilão de outubro ser feito em outra modalidade, sem ser de reserva.

 

A decisão e a modelagem do leilão teria o suporte da EPE, mas o nome de Barroso ainda depende da nomeação oficial do presidente interino Michel Temer, o que ainda não aconteceu.

 

Falconi

 

Coelho Filho confirmou ainda que o consultor Vicente Falconi Campos, especialista em gestão, com foco em resultados, será o presidente do conselho de administração da Eletrobras. Graduado em Engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais, autor de diversos livros e com atuação como consultor de empresas públicas e privadas, além de órgãos públicos, Falconi foi um dos criadores do antigo INDG, instituto voltado para práticas de governança e gestão de negócios.

 

Fonte: Brasil Energia