Pequenas usinas veem espaço para ampliar oferta

Paulo Pedrosa, MME. | Imagem: André Piccinini

Em um momento de baixas históricas nos volumes dos grandes reservatórios de água, associações do setor elétrico defenderam nesta terça-feira a ampliação de pequenas hidrelétricas como alternativa para garantir o suprimento de energia. Chamadas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), essas usinas têm tamanho e potência relativamente reduzidos e são instaladas próximas aos centro consumidores. - Se o país não tem energia competitiva, a economia não progride. A gente tem que parar de pensar só em grandes. Não vamos aumentar a eficiência na nossa economia se não privilegiamos os microempreendedores - disse o diretor-executivo da Associação Brasileira de PCHs e Centrais Geradoras Hidrelétricas (Abrapch), Paulo Arbex, durante 3º Seminário Nacional Energias Renováveis e o Futuro das PCHs.

As PCHs são hoje responsáveis por cerca de 3,5% de toda a capacidade instalada de geração de energia do sistema interligado nacional. As associações defendem esse modelo e alegam que os riscos ambientais e os custos proporcionais das pequenas são menores que os das grandes hidrelétricas. Isso porque as pequenas usinas ficam próximas ao mercado consumidor e os reservatórios são menores.

Pressionado para que o governo ajude as PCHs, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, disse que a União não pode mais recorrer às práticas do passado, com subsídios.

- Nós temos um governo que está quebrado. É preciso buscar alternativas. As pequenas podem ser beneficiadas nesse cenário. Mas não adianta insistir nessa política do passado de subsídios.

 

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Fonte: O GLOBO.