ABRAPCH debate aspectos do Mercado Livre e Segurança de Barragens

Mais de 70  interessados no setor de energia lotaram o auditório do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) na última sexta-feira (05), para participar da terceira edição do Evento Técnico realizado pela ABRAPCH. Dessa vez os temas escolhidos foram sobre Mercado Livre de Energia e Segurança de Barragens de usinas hidrelétricas. Para dar início ao evento, o diretor de Comercialização da ABRAPCH, Fabio Saldanha, discorreu sobre o momento atual do mercado livre, traçando as principais características e benefícios do ambiente livre e a diferença entre ACR e ACL.

 

O tema contou também com a apresentação do engenheiro eletricista, Hélio Lima, que ficou a cargo de apresentar e explicar aspectos relacionados ao Sistema Interligado Nacional (submercados, capacidade instalada por fontes, histórico de geração por fonte, energia armazenada por região, energia natural afluente (ENA) e histórico do PLD). Após esse panorama inicial sobre o mercado livre de energia, o consultor Julien Dias, com sua larga experiência no mercado financeiro e de energia, trouxe ao evento temas relacionados a Project Finance. Para encerrar o primeiro ciclo de debates do dia, o engenheiro eletricista, Marcelo Otte, apresentou o painel sobre Tecnologia na Gestão da Energia, e os níveis e etapas da gestão da informação nesse ambiente

 

A segunda etapa do evento, ocorrei com um pronunciamento do presidente da ABRAPCH, Paulo Arbex, com o agradecimento de todos os participantes e uma breve exposição e reforço das principais lutas da ABRAPCH. “Precisamos buscar mais mercado e para isso precisamos de representatividade no setor para alcançarmos mais vitórias e melhoras para o nosso segmento”, encorajou, Arbex. O evento deu continuidade com as palestras de Fábio Salles Dias, seguido por Wilson Sahade abordando o tema “Segurança de Barragens”. Fábio Dias levantou o histórico aplicado às Pequenas Centrais Hidrelétricas e às Centrais Geradoras Hidrelétricas, ressaltando que até o ano de 2015 ainda não existia uma Resolução Normativa por parte da agência regulatória do setor que contemplasse os critérios para Planos de Segurança e fiscalização de barragens, a Resolução Normativa nº696/15 da ANEEL contempla as classes das barragens e o tempo de suas respectivas revisões periódicas de segurança. Wilson Sahade, completando a fala do colega, esclareceu aos participantes como pode-se enxergar anomalias em inspeções e explicou as responsabilidades do empreendedor quanto a classificação das situações em um PAE (Plano de Ação de Emergência).

 

Na sequência Fabiano Scheer Hainosz, Rubem Luiz Daru e Persio Farah Serednicki apresentaram estudos ambientais, de rompimento e propagação da cheia, e ressaltaram a importância da instrumentação de barragens para monitoração e avaliação das condições de segurança das barragens, aplicando a realidade das PCHs e CGHs e aos problemas mais frequentes.

 

Ao final do evento os palestrantes abriram espaço para sanar as dúvidas dos participantes e debateram a respeito de como colocar em prática o treinamento de um Plano de Ação de Emergência.

 

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